O investimento em logística e o desenvolvimento econômico
A segunda edição do Summit Connect Infra, promovida nessa quarta-feira, dia 6, em Brasília, pela Frente Parlamentar Mista de Portos e Aeroportos (FPPA) em parceria com o Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), serviu como palco para um consenso fundamental: a logística é a espinha dorsal do desenvolvimento econômico. O vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, sublinharam a urgência de uma infraestrutura eficiente para impulsionar a competitividade do Brasil e combater o chamado “Custo Brasil”.
Alckmin ressaltou que uma boa logística, com portos eficientes e uma redução significativa de custos, é a chave para o crescimento econômico e o avanço do comércio exterior. Ele citou iniciativas do Governo para facilitar o comércio internacional, como o Portal Único e a Licença Flex, além dos acordos comerciais com Singapura e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), e a expectativa de conclusão do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Essas medidas visam diversificar mercados e mitigar os efeitos de barreiras tarifárias, como a imposta pelos Estados Unidos.
O ministro Silvio Costa Filho corroborou essa visão, destacando o “melhor momento da história” do setor portuário brasileiro. A movimentação nacional cresce acima de 3% em 2025, com um aumento superior a 10% no segmento de contêineres, e mais de R$ 30 bilhões em investimentos são esperados para o próximo ano. A marca histórica do Porto de Santos (SP), que operou 17 milhões de toneladas no mês passado, e a previsão de mais de R$ 20 bilhões em novos projetos para o complexo, exemplificam o dinamismo do setor. O leilão do Tecon Santos 10, megaterminal de contêineres que pode ampliar a capacidade do porto em 50% e atrair R$ 5,6 bilhões, é um dos projetos que prometem impulsionar a infraestrutura portuária.
A defesa de que investir em infraestrutura, de modo a ampliar a eficiência operacional de portos e dos sistemas de transportes, é o caminho mais seguro para reduzir os custos logísticos da produção nacional e, assim, torná-la mais competitiva e ampliar seu crescimento é uma verdade incontestável. Projetos como o túnel Santos-Guarujá, a concessão dos canais de navegação dos portos e as obras de acesso são essenciais para otimizar o fluxo de cargas e passageiros, diminuindo o tempo e os custos das operações.
Nesse cenário, a modernização da infraestrutura de transportes é um fator determinante para que o Brasil possa consolidar sua posição como um player global relevante. A redução do Custo Brasil por meio de uma logística mais eficiente não apenas beneficia as empresas, mas também impulsiona a economia como um todo, gerando empregos, renda e desenvolvimento social. O investimento em infraestrutura, portanto, é um investimento no futuro e na competitividade do País.