terça-feira, 06 de outubro de 2026
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Opinião

Editorial

O Ministério, a Embraer e a aviação nacional

O encontro entre o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a Embraer, ocorrido no último dia 10, consolida uma agenda de trabalho estratégica para o futuro da aviação brasileira. A reunião, que envolveu o ministro Silvio Costa Filho e o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, não apenas reforçou a importância da fabricante nacional como um ativo estratégico para o País, mas também buscou criar condições regulatórias e financeiras para a expansão do setor.
O Brasil possui uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo, e o papel do Governo, como destacou o ministro, é criar condições para que essa indústria continue inovando e ampliando a aviação regional. A discussão de temas como o Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) e os impactos da Reforma Tributária no segmento atesta a necessidade de um ambiente regulatório que incentive investimentos e fortaleça a competitividade da indústria aeronáutica no mercado global.
É fundamental defender a importância da parceria entre o Ministério de Portos e Aeroportos e a Embraer, pois essa sinergia é a chave para ampliar a participação da fabricante nacional no setor aéreo global e fortalecer a aviação nacional. A Embraer, ao alinhar-se com as políticas públicas do MPor, compromete-se com o avanço da conectividade aérea e o desenvolvimento socioeconômico do País.
Um exemplo claro desse avanço é o financiamento de cerca de R$ 200 milhões aprovado pelo BNDES para o desenvolvimento do eVTOL – sigla de Electric Vertical Take-off and Landing, aeronaves elétricas que decolam e pousam verticalmente – da Eve Air Mobility, empresa da Embraer. Esse investimento apoiará a integração dos motores elétricos e os testes para a certificação de tipo pela Agência Nacional de Aviação Civil. A iniciativa reforça o posicionamento do Brasil na mobilidade aérea sustentável e na vanguarda da inovação tecnológica.
O trabalho conjunto entre Governo e Embraer deve focar na remoção dos gargalos que impedem a plena expansão da aviação regional. O fortalecimento da cadeia produtiva aeronáutica e o desenvolvimento de tecnologias que ampliem o acesso e aprimorem a qualidade dos serviços prestados à população são as metas prioritárias.
A garantia de instrumentos de apoio, como o Fnac, para investimentos na aviação regional, e a atenção aos impactos da Reforma Tributária são essenciais para que a Embraer continue a ser uma força motriz de inovação e exportação. A parceria estratégica entre o setor público e o privado é o que assegurará um setor aéreo mais competitivo, moderno e acessível no Brasil.

 

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TAGS Aviação Embraer futuro

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