O ministro e a meta rodoviária
A ambição do Ministério dos Transportes em elevar para 80% o percentual da malha rodoviária federal em boas condições, até o final de 2025, sinaliza um esforço notável para a recuperação da infraestrutura viária nacional. A meta, anunciada nessa segunda-feira, dia 7, durante o Fórum de Planejamento do Dnit, em Brasília (DF), reflete um avanço significativo em relação ao cenário encontrado no início da atual gestão, quando apenas 52% das rodovias federais eram consideradas em bom estado.
O progresso alcançado nos dois primeiros anos de Governo, com investimentos que superam os realizados na gestão anterior, demonstra um comprometimento com a melhoria das condições das estradas brasileiras. A redução drástica dos trechos avaliados como ruins ou péssimos, de 23% para 7%, atesta a efetividade das ações implementadas pelo Ministério dos Transportes e pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
A priorização da conclusão de pontes, da recuperação de trechos críticos, da aplicação de asfalto em rodovias negligenciadas por anos, das novas concessões rodoviárias e da construção de novas estradas para 2025 indica uma estratégia abrangente para a modernização da malha viária federal. A garantia de recursos para a execução dessas obras reforça o compromisso do governo com a melhoria da infraestrutura de transportes.
Embora a meta de 80% de rodovias em boas condições represente um avanço considerável, a dimensão do desafio impõe uma reflexão sobre a necessidade de ambições ainda maiores. A infraestrutura rodoviária é um pilar fundamental para o desenvolvimento econômico e social do País, impactando diretamente a competitividade, o escoamento da produção e a segurança dos cidadãos.
Nesse contexto, a iniciativa do ministro dos Transportes, Renan Filho, de estabelecer metas claras e de monitorar de perto o andamento das obras, é louvável. Contudo, a importância estratégica da malha rodoviária federal para o futuro do Brasil clama por uma visão ainda mais ousada. A busca por um patamar superior a 80% de rodovias em boas condições até o final de 2025 representaria um impulso ainda maior para a economia e para a qualidade de vida da população.
O acompanhamento trimestral das obras e a agilidade na resolução de problemas são cruciais para o sucesso da empreitada. A modernização da infraestrutura rodoviária federal exige um esforço contínuo e a definição de metas ambiciosas, que reflitam a real necessidade do País por estradas seguras e eficientes. A superação da meta de 80% até o final de 2025 seria um sinal inequívoco do comprometimento do Governo com o desenvolvimento de uma infraestrutura de transportes de excelência para o Brasil.