O que uma empresa ajuda a construir além dos seus próprios limites
Um porto conecta países e continentes. Antes disso, porém, ele pertence a um território. E acredito que parte importante do nosso papel como empresa é ajudar esse território a avançar junto com aquilo que construímos dentro dos limites do terminal.
Quando falamos em desenvolvimento, normalmente pensamos em números. Investimentos, empregos, crescimento econômico, novas empresas, obras e infraestrutura. Todos esses fatores são importantes.
Mas quem vive nesse território sabe que o desenvolvimento também precisa aparecer no cotidiano: nas oportunidades, no acesso à cultura, ao esporte, à saúde e na capacidade de uma comunidade de construir seu futuro.
Um porto tem uma relação particular com o lugar onde está instalado. Movimenta cargas, conecta mercados e participa de uma cadeia que ultrapassa fronteiras, mas também faz parte da rotina da cidade. Tem colaboradores, fornecedores, famílias e uma comunidade que acompanha seu crescimento. Essa proximidade traz responsabilidade.
No Porto Itapoá, procuramos exercer essa responsabilidade também por meio do apoio a projetos sociais. Cultura, esporte, saúde e inclusão são áreas que fazem parte dessa atuação porque têm impacto direto na vida das pessoas e ajudam a criar oportunidades.
Em 2025, destinamos R$ 12,9 milhões para projetos realizados em 2026. São 49 iniciativas voltadas a crianças e adolescentes, pessoas idosas, pessoas com deficiência e projetos de prevenção e tratamento do câncer.
Desde 2015, já foram destinados R$ 36 milhões a projetos incentivados. Em 2024, foram R$ 10,7 milhões aplicados em 51 iniciativas que beneficiaram Itapoá e a região.
Os números mostram a dimensão do investimento, mas não contam sozinhos o que ele representa. O resultado aparece quando o recurso chega a uma criança, vira uma bolsa de estudos, cria uma oportunidade para um jovem, amplia um atendimento de saúde ou fortalece uma instituição.
É nessas situações que um investimento ganha significado.
Nosso principal compromisso está em Itapoá, cidade onde o Porto está instalado e com a qual temos uma relação que vai muito além da atividade portuária. Dos projetos apoiados em 2026, 27 são realizados no município.
Também apoiamos iniciativas em outras cidades, procurando estabelecer contrapartidas que tragam benefícios para Itapoá. O apoio ao Joinville Vôlei é um exemplo. Além do projeto esportivo, existe uma escolinha de vôlei no município. Em iniciativas ligadas à música, crianças e adolescentes de Itapoá recebem bolsas de estudo.
São formas de fazer com que o investimento tenha alcance regional sem perder a conexão com a cidade onde estamos.
A cultura é uma das áreas de maior destaque nessa atuação. O Porto Itapoá ocupa a quarta posição entre as empresas de Santa Catarina que mais investem em projetos por meio de leis de incentivo à cultura. Esse reconhecimento é importante, mas, para nós, o valor maior está nas oportunidades que esses projetos conseguem criar.
Conhecer o território significa ouvir instituições, entender necessidades e escolher parceiros capazes de transformar recursos em iniciativas bem estruturadas.
As organizações do terceiro setor têm um papel fundamental. Estão próximas das comunidades, acompanham as pessoas atendidas e conhecem desafios que nem sempre aparecem nos indicadores econômicos. Apoiar esse trabalho é uma forma concreta de ampliar sua capacidade de atuação.
Nenhuma empresa consegue resolver sozinha os desafios de uma cidade. O desenvolvimento depende da participação do poder público, das empresas, das instituições e da própria sociedade. Cada um tem responsabilidades diferentes.
O papel das empresas, a meu ver, passa também por usar sua capacidade de investimento para contribuir com o ambiente em que estão inseridas. Isso exige critério, continuidade e uma visão que vá além do resultado imediato.
Projetos sociais precisam de tempo. Uma criança que começa uma atividade esportiva hoje pode levar anos para perceber tudo o que aquela experiência acrescentou à sua formação. O mesmo vale para a cultura, para a educação e para iniciativas de saúde. Muitas vezes, o impacto não aparece em um balanço anual. Ele se revela na trajetória de uma pessoa.
Por isso, consistência é tão importante.
No Porto Itapoá, também pensamos em longo prazo quando falamos de infraestrutura. Investimos em capacidade, tecnologia e eficiência para acompanhar o crescimento do comércio exterior e oferecer condições cada vez melhores aos nossos clientes. Esse crescimento gera efeitos econômicos para a região.
Mas uma região forte precisa de mais do que infraestrutura.
Precisa de pessoas preparadas, oportunidades de formação, acesso à cultura, esporte, saúde e espaços de inclusão. Esses elementos ajudam uma comunidade a aproveitar melhor as oportunidades criadas pelo crescimento econômico.
Essa visão também orienta a forma como entendemos nossa presença em Itapoá. O Porto faz parte da economia local, mas também faz parte da história recente da cidade e de um processo de transformação que continua acontecendo.
Temos uma responsabilidade com o negócio, com nossos clientes, colaboradores e acionistas. Temos também uma responsabilidade com o território que nos recebeu e onde construímos nossa trajetória.
São compromissos que podem caminhar juntos.
O Porto Itapoá continuará investindo para ampliar sua capacidade, fortalecer sua operação e conectar o Brasil aos principais mercados do mundo. Seguiremos também apoiando projetos que criam oportunidades para as comunidades da região.
Um porto conecta países e continentes. Antes disso, porém, ele pertence a um território. E acredito que parte importante do nosso papel como empresa é ajudar esse território a avançar junto com aquilo que construímos dentro dos limites do terminal.
Desenvolvimento também tem a ver com as oportunidades que permanecem, com aquilo que fica depois que um projeto termina e pode mudar a trajetória de uma pessoa, de uma família ou de uma comunidade. É esse o impacto que queremos ampliar.
Ricardo Arten, CEO do Porto Itapoá.