terça-feira, 06 de outubro de 2026
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Opinião

Editorial

O transporte aéreo decola

O encerramento do mês de outubro, com um fluxo de 1.760.444 passageiros nos aeroportos dos estados do Nordeste do Brasil, consolida uma trajetória de expansão consistente e sustentável para a aviação na região. O crescimento de 5,5% nos voos domésticos em relação a 2024 atesta o dinamismo da economia local e o impacto do fortalecimento do turismo. No acumulado do ano, a movimentação supera 19,2 milhões de passageiros, com destaque para terminais como Recife (PE), Maceió (AL) e Salvador (BA), que registraram o maior fluxo da última década.

O Aeroporto do Recife, líder inconteste com 857.013 passageiros no mês, seguido por Salvador e Fortaleza (CE), reforça o papel estratégico da região na malha aérea nacional. Conforme destacou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o desempenho é fruto de ações de modernização da infraestrutura aeroportuária conduzidas pelo Governo Federal, confirmando que a aviação brasileira vive um de seus melhores momentos.

O crescimento do transporte aéreo de passageiros no Nordeste exige que a resposta do poder público e do setor privado seja contundente. É imperativo defender que ações de modernização de aeroportos regionais e incentivos para a redução do preço das passagens aéreas sejam intensificados. O fortalecimento da infraestrutura nos terminais regionais é essencial para a integração do Nordeste, uma região de vastas distâncias e grande potencial turístico e econômico.

A modernização não deve se restringir aos grandes hubs. É nos aeroportos de menor porte, como os de Maceió, Porto Seguro (BA) e São Luís (MA), que a conectividade regional é garantida. O investimento em tecnologia e segurança operacional, alinhado à estratégia de regionalização do transporte aéreo, é o que assegurará que o crescimento seja sustentável e que mais comunidades sejam integradas à malha aérea.

Apesar dos recordes de movimentação, o setor ainda enfrenta o desafio do alto custo das passagens aéreas, um obstáculo para a democratização do acesso. É importante que o Governo Federal utilize instrumentos de política pública, como o Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) e a garantia do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) para o financiamento do querosene de aviação, para reduzir o custo operacional das companhias.

Os ganhos de eficiência e a redução de custos para as aéreas devem ser rigorosamente fiscalizados para garantir que se traduzam em passagens aéreas mais acessíveis. O desenvolvimento do setor passa pela expansão da infraestrutura, mas, fundamentalmente, pela capacidade de o modal aéreo servir a toda a população nordestina.

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