Porto de Santos: 134 anos do gigante que moldou a história do Brasil
Por Bruno Orlandi
Secretário Municipal de Assuntos Portuários e Emprego de Santos
O Porto de Santos responde por cerca de 20% dos empregos formais do município. São mais de 38 mil trabalhadores com carteira assinada no setor portuário, de um total de 194 mil vínculos formais registrados em Santos em 2025. Na prática, isso significa que um em cada cinco trabalhadores santistas depende direta ou indiretamente da atividade portuária para garantir sua renda e o sustento de suas famílias.
O Porto de Santos vive um dos momentos mais estratégicos de sua história. Com previsão de cerca de R$ 15 bilhões em investimentos nos próximos anos, o maior porto da América Latina avança na eliminação de gargalos históricos, na modernização de sua infraestrutura e no aumento da competitividade logística do país. São recursos que fortalecem a operação portuária, ampliam a eficiência e geram impactos diretos no desenvolvimento da cidade de Santos.
Esses investimentos contemplam empreendimentos estratégicos como o túnel Santos–Guarujá, considerado a maior obra do PAC atualmente em execução no Brasil, a implantação do Tecon 10, o novo Terminal de Passageiros na região central da Cidade e a terceira fase do Parque Valongo, além de intervenções viárias e logísticas que fortalecem a integração entre Porto e Cidade.
A se considerar as modernizações contínuas promovidas pelos terminais sob gestão da iniciativa privada, que incluem ampliação de capacidade e atualização tecnológica, o volume total de investimentos no Porto de Santos tende a ser ainda mais expressivo.
Em conjunto, esses projetos consolidam uma visão moderna de desenvolvimento, na qual eficiência logística, mobilidade regional, requalificação urbana e qualidade de vida caminham de forma integrada, sustentadas por articulação institucional e liderança regional do Deputado Federal Paulo Alexandre Barbosa na defesa dos interesses da Baixada Santista em Brasília.
Os efeitos desse ciclo de investimentos vão além da operação portuária. Eles refletem diretamente na economia da Cidade, especialmente na geração de renda, arrecadação de impostos e criação de empregos.
Esse cenário reforça que o desenvolvimento do Porto de Santos, quando bem planejado e conduzido, vai muito além dos muros do cais. Ele se traduz em geração de renda, arrecadação e oportunidades para a população.
Oficialmente instituído em 2 de fevereiro de 1892, o Porto Organizado de Santos completa 134 anos consolidado como o principal complexo logístico do país e uma referência internacional. Em 2025, registrou a maior movimentação de cargas de sua história: 186,4 milhões de toneladas, mantendo uma sequência consistente de recordes e ocupando a 37ª posição no ranking mundial de movimentação de contêineres. Cerca de 30% da balança comercial brasileira passam por Santos, evidenciando sua centralidade para a economia nacional.
Mas é no território da cidade que esse impacto se materializa com mais força. O Porto de Santos responde por cerca de 20% dos empregos formais do município. São mais de 38 mil trabalhadores com carteira assinada no setor portuário, de um total de 194 mil vínculos formais registrados em Santos em 2025. Na prática, isso significa que um em cada cinco trabalhadores santistas depende direta ou indiretamente da atividade portuária para garantir sua renda e o sustento de suas famílias.
Sob a gestão do prefeito Rogério Santos, a relação Porto–Cidade tem sido tratada como eixo estratégico do desenvolvimento municipal. Embora o porto seja um ativo federal, seus impactos são locais e exigem diálogo permanente, planejamento urbano e integração institucional. Nesse contexto, a atuação da Autoridade Portuária de Santos (APS), presidida por Anderson Pomini, tem sido decisiva para alinhar eficiência logística, investimentos estruturantes e maior integração com a cidade.
Ao longo desses 134 anos, o diálogo permanente tem sido o caminho mais sólido para enfrentar desafios e construir soluções. Celebrar o aniversário do Porto de Santos é reconhecer um gigante logístico que bate recordes, se moderniza e se expande, mas, sobretudo, reafirma o compromisso de fazer com que esse crescimento continue caminhando lado a lado com a cidade.
Um porto forte gera desenvolvimento, emprego, modernização; uma cidade estruturada cria as condições para que o porto cresça de forma sustentável. Supera-se, assim, a antiga lógica da disputa entre uma cidade que tem um porto ou um porto que tem uma cidade. Na prática, um fortalece o outro, consolidando uma visão moderna, integrada e estratégica de desenvolvimento.