terça-feira, 06 de outubro de 2026
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Opinião

Editorial

Produção mineral e sustentabilidade

A participação do Ministério de Minas e Energia em evento do Fórum Econômico Mundial, no Rio de Janeiro, nessa segunda-feira, dia 2, reforçou o papel estratégico do Brasil no contexto da crescente demanda global por minerais essenciais à transição energética. A apresentação das ações para impulsionar a produção sustentável desses recursos deixou evidente o quanto o País é um potencial fornecedor chave para as tecnologias limpas do futuro.

A ênfase da secretária nacional substituta de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Ana Paula Bittencourt, nos atuais esforços para o desenvolvimento da indústria de processamento mineral e para a agregação de valor à produção nacional, deixou evidente que o Brasil busca transcender a mera exportação de minérios brutos. E a intenção de estabelecer e expandir essa indústria com base em energia renovável revela uma preocupação com a sustentabilidade em toda a cadeia produtiva.

A informação de que há pelo menos cinquenta projetos em andamento para impulsionar a produção de minerais estratégicos sinaliza um movimento concreto nessa direção. E o compromisso do governo brasileiro em garantir que esses projetos sejam executados e operados de forma sustentável, com foco na segurança dos trabalhadores, das comunidades e do meio ambiente, é um fator crucial para a credibilidade do País como fornecedor responsável.

Iniciativas como o Plano Decenal de Mapeamento Geológico e Levantamento de Recursos Minerais (PlanGeo) e o Fundo de Minerais Estratégicos do BNDES demonstram o apoio governamental para impulsionar a exploração e o desenvolvimento do setor mineral. O reconhecimento do Brasil como uma jurisdição segura e estável para investimentos fortalece sua posição no cenário global.

Diante da projeção da Agência Internacional de Energia sobre o aumento da demanda por minerais críticos, o Brasil, com sua liderança na produção e processamento de nióbio, suas significativas reservas de grafite, terras raras e níquel, possui um diferencial competitivo importante. Desenvolver de forma sustentável a produção desses minerais voltados à transição energética não apenas atende a uma demanda global crescente, mas também representa uma oportunidade para o crescimento econômico, a geração de empregos e o fortalecimento da posição do Brasil como um ator relevante na nova era geoeconômica. Nesse cenário, a busca por uma produção que concilie o aproveitamento dos recursos naturais com a responsabilidade ambiental e social é, portanto, um caminho estratégico e essencial para o País assegurar seu desenvolvimento e consolidar seu protagonismo nesse mercado.

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