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Editorial

Da Redação

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Sustentabilidade, uma vantagem competitiva na disputa de mercado

A recente edição do Bahia Export, na semana passada, em Salvador (BA), pautou o debate sobre o futuro econômico do estado com uma visão clara: a transição energética e a economia de baixo carbono são os pilares para a recuperação e a atração de novos investimentos. Nesse cenário, a discussão ainda revelou que a competitividade da Bahia depende da integração de dois fatores cruciais: sustentabilidade e logística.

O vice-presidente de ESG da Acelen, Marcelo Lyra, destacou o investimento em combustíveis renováveis, como o diesel verde e o combustível sustentável de aviação, que reforça o compromisso da companhia com a transição energética. A logística, nesse contexto, torna-se um fator decisivo para garantir a competitividade. Da mesma forma, o diretor-executivo da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Vladson Menezes, citou projetos em mineração verde e etanol de milho, reforçando a existência de uma agenda concreta de baixo carbono no estado.

A importância da iniciativa de empresas da Bahia de investir em projetos sustentáveis não pode ser subestimada. Em um mundo onde a agenda ambiental ganha cada vez mais relevância, a sustentabilidade não é somente uma obrigação, mas uma vantagem competitiva, que pode ser impulsionada por uma boa logística. A Acelen, por exemplo, não apenas destina bilhões de dólares para a produção de combustíveis renováveis, mas também mostra que a eficiência logística é um componente vital para o sucesso desses empreendimentos. Esse é um modelo que deve ser seguido pelos demais estados brasileiros, pois a atração de investimentos em setores de alto valor agregado e baixo impacto ambiental é o caminho para um desenvolvimento econômico resiliente.

O CEO da Veracel, Caio Zanardo, reforçou a associação entre sustentabilidade e logística, mostrando que mais de 50% do custo da celulose está ligado ao transporte. A busca por soluções que reduzam distâncias e emissões, aliada a iniciativas em crédito de carbono e recuperação ambiental, demonstra que a responsabilidade ambiental e a eficiência operacional estão intrinsecamente ligadas.

Também presente ao debate, o presidente do conselho da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Roberto Oliva, acrescentou uma perspectiva histórica, lembrando que a Bahia já teve uma participação maior no PIB nordestino e que o desafio central é superar os gargalos estruturais. A desconexão entre a produção e a saída portuária diminui a atratividade do estado.

A experiência da Bahia em investir na economia de baixo carbono, com projetos que integram sustentabilidade e logística, é um farol para o Brasil. A transição energética não é apenas um tema de futuro, mas uma realidade que exige ações concretas e colaboração entre o setor público e a iniciativa privada. Trata-se, enfim, de uma estratégia que deve ser seguida pelo restante do País, garantindo o desenvolvimento da economia nacional em bases sustentáveis.

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