terça-feira, 06 de outubro de 2026
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Opinião

Editorial

Vocação para o crescimento

O balanço apresentado pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, durante o lançamento do Calendário 2026 do Grupo Brasil Export, nessa quarta-feira, dia 4, em Brasília, consolida o setor de transportes como o motor de tração da economia brasileira. Os números recordes da aviação civil, que atingiu a marca histórica de 130 milhões de passageiros em 2025, revelam um país que não apenas recuperou o fôlego pós-pandemia, mas que expandiu sua conectividade a níveis sem precedentes, adicionando 30 milhões de novos usuários ao sistema em apenas três anos. Esse vigor no modal aéreo é acompanhado por uma performance robusta nos portos, onde a movimentação de contêineres saltou mais de 12%, exigindo respostas imediatas em infraestrutura de grande escala.

O anúncio de que o leilão do Tecon Santos 10, megaterminal de contêineres e carga geral a ser implantado no Porto de Santos (SP), ocorrerá entre 30 de março e 20 de abril deste ano, na B3, é o marco definitivo dessa gestão. Após uma década de paralisia e debates, a maior concessão portuária da história do País está prestes a sair do papel, prometendo injetar uma capacidade operacional adicional de 3,5 milhões de contêineres por ano no cais santista. Esta obra é o pilar que sustentará o crescimento do comércio exterior brasileiro pelas próximas décadas, garantindo que o maior complexo portuário da América Latina não se torne um gargalo para o desenvolvimento nacional.

É fundamental destacar que o sucesso desses indicadores está intrinsecamente ligado à previsibilidade regulatória e à segurança jurídica que o Brasil passou a oferecer ao investidor internacional. Com mais de R$ 30 bilhões em contratos privados já assinados e a previsão de 18 novos leilões portuários somente neste ano, o País sinaliza que a infraestrutura deixou de ser uma promessa para se tornar um canteiro de obras estruturantes. A atração de capital privado é a única via para modernizar terminais e ampliar calados com a agilidade que o mercado global exige.

O “bater do martelo” na B3 para o Tecon Santos 10 será o ápice de um ciclo de planejamento rigoroso. Ao ampliar a capacidade de Santos em mais de 50%, o Governo ataca diretamente o custo logístico, permitindo que o Brasil possa competir em igualdade de condições com os maiores terminais do mundo. A infraestrutura portuária moderna é o passaporte para que o agronegócio e a indústria brasileira alcancem novos mercados com eficiência e preços competitivos.

O ano de 2026 projeta-se como o período de consolidação dessas entregas. A manutenção deste ritmo de leilões e a execução fiel dos contratos assinados são os desafios que restam para garantir que o recorde de 130 milhões de passageiros e o avanço nos contêineres sejam apenas o novo patamar mínimo de uma nação que redescobriu sua vocação para o crescimento.

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